Kosovo sob neve.

Durante a noite caiu tanta neve quanta a noite quis.
O Grand hotel Prishtina tem cinco estrelas, ocupa-se com a Nato, não quer mais ninguém. A Nato percorre as estradas da cidade com os jipes. Aprendi que os canhões sem lagartas contornam uma rotunda com dificuldade.


O orgulho, independente, ainda não derrete. Eles agradecem.

O grande hotel estava cheio. Outro, acima da avenida, lotado. Durante a guerra os hoteis são para os beligerantes. Dormi na residência universitária. Antes, eu e o Astriti passeámos pelas ruas enlameadas, nas ruas desorganizadas desta cidade que cresce sem ordem.

- Prishtina vai ser o Mónaco dos balcãs, exultou. Eu suspirei em surdina. A cidade estava escura e troavam os geradores nas portas das lojas, como leões de guarda. A cerveja é boa. Adormeci à luz das velas, ao som de histórias de guerra e de mártires.




Per Kosoven.

- A fronteira está em guerra?, perguntei outra vez.

Sem comentários: