Todos sempre sozinhos, numa solidão acomodada. Vencedores ou perdedores. Procurei-os profundamente corajosos, profundamente sós.
Os arrabaldes caem sobre si mesmos. Por ali os homens e as mullheres vivem como eu não imagino. Sou o cobarde da estrada, dentro do aquário do autocarro. Desmorona-se uma verdade pesada que não meço na distância; a viagem sublinha o medo da paixão, do homem que prefere a aceitação da prostituta ao confronto de uma mulher apaixonada. Prefere passar ao largo, lançar um olhar e seguir.
Constroem-se vidas de formas que eu desconheço. O autocarro não ajuda.
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